OPINIÃO

A confiança é outra

17 | 05 | 2017   23.16H
Duarte Cordeiro (Vice-Presidente da Câmara de Lisboa)
Quem hoje chegue a Portugal não acredita que ainda há poucos anos vivíamos numa crise que tanto tinha de financeira como de confiança. Os portugueses sentiam-se condenados a viver vários anos de empobrecimento, sem grande expetativa de futuro, com objetivos e ambições limitadas. Essa contenção começava nas políticas e via-se na cara dos protagonistas políticos, na altura, o Presidente Cavaco Silva e o Primeiro-ministro Passos Coelho. Tudo parecia negativo, pesado e havia pouca esperança. Passaram poucos anos e parecemos outros. Continuamos com problemas e limitações que nos impedem de sermos mais autónomos, mas a confiança é outra. As mudanças de Governo, de discurso e de políticas, a confiança promovida pelo Primeiro-ministro António Costa e pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa têm sido determinantes para este sentimento coletivo de melhoria. Os resultados orçamentais e económicos reforçam e ajudam. Medidas de recuperação de rendimentos foram compatíveis com o défice mais baixo da nossa democracia, estando nós prestes a sair do procedimento de défice excessivo. A economia nacional cresceu 2,8%, no último trimestre, acima da União Europeia, e o INE divulgou que a taxa de desemprego no último trimestre está nos 10,1%, menos 116 mil desempregados face ao ano passado. A confiança é mesmo outra. Ganhámos o Europeu de Futebol e agora o Festival da Eurovisão. Não apreciando a Eurovisão, vi-me a assistir ao espetáculo pela música e interpretação do Salvador Sobral. A vitória foi extraordinária pela forma como foi conseguida, pela letra, pelo português e pela interpretação cheia de sentimento e significado. Tive muito orgulho na Luisa e no Salvador Sobral por nos representarem tão bem. Somaram confiança a Portugal e isso só pode ser positivo.
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