OPINIÃO

Lisboa precisa de todos

28 | 06 | 2017   22.34H
Duarte Cordeiro (Vice-Presidente da Câmara de Lisboa)
Lisboa mudou muito nos últimos quatro anos. Em 2013, o desafio que se colocava à cidade de Lisboa era o de lançar políticas em contra-ciclo às políticas nacionais de austeridade, tentando gerar confiança e crescimento. Recordo-me que as prioridades passavam por robustecer as finanças municipais, promover a reforma administrativa das freguesias, a descentralização dos transportes públicos e da polícia de trânsito para o Município e a melhoria dos serviços de manutenção urbana. Assumiram-se, também, os objetivos de promoção do espaço público e de reabilitação do edificado, principalmente nos centros históricos; de consolidação da estrutura verde; de relançamento da economia e de criação de mais respostas sociais, em particular na habitação social e nos apoios de proximidade. Passaram quatro anos e estes objetivos foram em grande medida cumpridos – a cidade está melhor, mais bonita e a Câmara Municipal de Lisboa está financeiramente saudável. Hoje as prioridades são outras, e em grande medida estão relacionadas com o impacto que o crescimento gerou na cidade – a habitação tornou-se mais cara e os transportes públicos ainda não têm a oferta e a qualidade necessária para responder ao aumento da procura, nem para contrariar o aumento da utilização do automóvel. Fernando Medina anunciou esta semana a sua candidatura a Presidente da Câmara Municipal de Lisboa – com o lema "Lisboa precisa de todos" – tendo como novas prioridades a habitação acessível e o reforço da oferta dos transportes públicos. Porque não basta termos a cidade a crescer; queremos um crescimento inclusivo e compatível com mais oportunidades para as famílias morarem em Lisboa e queremos uma cidade mais saudável e verde, com menos carros e mais transporte público.
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