OPINIÃO

Para o ano há mais (esperemos)

05 | 07 | 2017   23.28H
Lídia Paralta | destak@destak.pt
Apelidar de “excelente” a participação de Portugal na Taça das Confederações terá sido um excesso de Fernando Santos, próprio de quem acaba de fechar a participação na prova e é chamado a fazer um rápido balanço para as câmaras. “Excelente” seria ganhar. Assim, a passagem de Portugal pela Rússia salda-se por boa. Podia ter sido melhor, mas a verdade é que também podia ter sido bem pior. Talvez Fernando Santos tivesse na cabeça a entrega e vontade dos jogadores, algo que parece não faltar na Seleção Nacional desde que o técnico foi chamado a substituir Paulo Bento. Continua excelente e essa é uma das boas notícias desta Taça das Confederações: tal como há um ano, em França, o grupo continua unido, em sintonia perfeita com a equipa técnica e FPF. E isso conta mais do que possamos pensar. De resto, em termos globais, e apesar da qualidade de jogo continuar a não deslumbrar, Portugal teve momentos interessantes, nomeadamente na última meia-hora da 1.ª parte do jogo com a Rússia, e continua a ser uma equipa intratável a defender - sofreu apenas três golos na Taça das Confederações. Terá faltado um pouco da intensidade e coesão a meio-campo, essencial para o título europeu. Ajudou o cansaço da equipa: Adrien Silva teve um ano de lesões, João Moutinho chegou à Rússia com muitos jogos nas pernas e André Gomes não é exatamente o mais raçudo dos jogadores. E faltou, também, um elemento rápido, explosivo, capaz de levar o jogo para a frente, aquilo que fazia Renato Sanches na equipa que levantou a taça em Paris. Agora, o objetivo é voltar à Rússia. Daqui a um ano há Mundial e, aí sim, queremos estar “excelentes”.
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