OPINIÃO

Lisboa de volta à Carris

12 | 07 | 2017   22.57H
Duarte Cordeiro (Vice-Presidente da Câmara de Lisboa)
A decisão de transferir a gestão da Carris para a Câmara Municipal de Lisboa, em vez de a privatizar, teve como propósito a melhoria do serviço e o aumento da oferta dos transportes públicos em Lisboa. E os resultados já começam a ser visíveis. Uma das primeiras medidas tomadas foi tornar o transporte gratuito para as crianças até aos 12 anos e criar um passe, com o valor único de 15 euros, para quem tem mais de 65 anos – em poucos meses, quase dez mil crianças viajam na Carris gratuitamente, totalizando perto de 187 mil viagens; e cerca de 40 mil cidadãos com mais de 65 anos têm o novo passe sénior, tendo realizado mais de 1,5 milhões de viagens. Esta semana, e ao fim de 17 anos, a Carris voltou a lançar novas carreiras de autocarros, com o arranque do projeto das Carreiras de Bairro em Marvila, Olivais, Parque das Nações e Santa Clara. O objetivo é reforçar a mobilidade local, em complementaridade à rede já existente, criando ligações de proximidade entre escolas, centros de saúde, farmácias, mercados, bibliotecas e estações de metro e entre as freguesias. Esta semana também ficámos a saber que os elétricos representarão uma grande aposta da Carris, tendo ficado definido que nos próximos quatro anos o Elétrico 15 chegará a Santa Apolónia e iniciarão a análise do alargamento desta linha até ao Parque das Nações, completando finalmente a ligação em toda a frente ribeirinha. Está também prevista a ligação em elécrico do Alto do Lumiar ao Campo Grande, resolvendo outra grande deficiência de mobilidade e permitindo a quem vive nessa zona mais ligações ao centro da cidade. São boas notícias e fundamentais para a melhoria da vida na cidade. Lisboa está de volta à Carris.
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