OPINIÃO

A Seleção de Fernando Santos

12 | 07 | 2017   23.00H
Lídia Paralta | destak@destak.pt
Diz-se - e com toda a razão, naturalmente - que muito do sucesso da Seleção Nacional, muita da evolução que culminou com o título europeu há um ano, em Paris, prende-se com a profissionalização de uma estrutura da Federação Portuguesa de Futebol, quando antes tudo se fazia muito à base do amadorismo e da improvisação. A construção da Cidade do Futebol é disso o exemplo máximo. É um espaço que já se tornou familiar para os jogadores (de todas as seleções), antes obrigados a andar de casa às costas. Para muito boa gente “profissionalização” é o mesmo que regras. Errado. E a Seleção de Fernando Santos prova isso mesmo. Numa conversa que esta semana o selecionador nacional promoveu com vários jornalistas, Fernando Santos disse algo essencial: “Liberdade com responsabilidade”. Ou seja, dentro das regras que todos os profissionais devem seguir, o selecionador nacional confiou nos seus jogadores e permitiu sempre aos atletas um momento com as suas famílias durante os 50 dias que a equipa esteve em estágio. E os jogadores, tratados não como máquinas que devem seguir uma qualquer cartilha comportamental, mas como homens que são, responderam com lealdade e trabalho. A própria ideia de se reunir com os jornalistas numa conversa franca e aberta, sem medos do escrutínio público ou de perguntas difíceis, mostra bem que a profissionalização não quer dizer encerramento na sua própria bolha. Com Fernando Santos, a Seleção Nacional voltou a ser próxima, voltou a ser de todos. E ainda por cima ganha.
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