OPINIÃO

A informação e a qualidade de vida

19 | 07 | 2017   23.20H
Duarte Cordeiro (Vice-Presidente da Câmara de Lisboa)
Nos últimos anos, a informação disponível nas cidades aumentou de forma significativa. Essa informação surge-nos de várias fontes, públicas e privadas, em vários formatos e pode originar, caso seja bem utilizada, melhorias muito significativas na qualidade de vida dos cidadãos. O grande desafio é a forma como se pode usar e partilhar essa informação. Lisboa tomou a decisão de criar um Centro Operacional Integrado (COI) – uma plataforma integradora da informação dos vários sistemas de gestão da cidade, em áreas tão variadas como a mobilidade, a proteção civil, a polícia municipal, a iluminação pública e a higiene urbana, além da partilha de informação de mais de 40 entidades parceiras, como a EPAL, a EMEL, a Carris ou o Porto de Lisboa. A par disso, o COI gerará informação alarmística, que irá melhorar a tomada de decisão e a coordenação das respostas na cidade, em especial em momentos de crise. Esta plataforma vem reforçar as dinâmicas que têm sido criadas e que têm contribuído para o posicionamento tecnológico, inovador e "inteligente” da cidade de Lisboa, como o programa Smart Open Lisboa. Esta iniciativa tem sinalizado a vontade de fixar na cidade a inovação e o talento do mundo inteiro, de quem pretenda usar os dados abertos e o espaço público para criar, testar e experimentar soluções inovadoras em ambiente real. Outra dinâmica que sairá altamente reforçada é a participação – foi recentemente relançado o portal “Na minha rua”, que permite aos munícipes reportar ocorrências de forma célere, e o COI terá a leitura desses pedidos, que poderá cruzar com outras áreas centrais do município. O COI é o futuro da cidade e permitirá uma vida mais informada, mais participada e mais eficiente.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE