INSTANTES

Medo

05 | 09 | 2017   22.44H
Luisa Castel-Branco
Gostava de acordar e a vida ser diferente. Como se simplesmente por eu o sonhar tal fosse possível. Mas o meu sonho é simples. Feito de coisas pequeninas e desejos sem grandes ambições. Gostava que a vida voltasse a fazer sentido, imaginem só! Que pudéssemos viver sem medo. Porque o medo instalou-se dentro da nossa pele. Dentro do nossos sonhos. Dentro da nossa alma. Medo de tudo, medo do que nos rodeia. Medo que uma bomba rebente, de repente e sem aviso e nos tornemos mais um número no meio dos inocentes que morreram à mão de terroristas. Medo de um louco que vive longe daqui, ou melhor, de dois loucos que brincam às guerras nucleares como crianças. Medo de levar um neto ao jardim e ter que estar a olhar para todos os lados porque pode alguém levá-lo. Medo daquilo que os olhos nos mostram e não faz qualquer sentido. Como se o Diabo andasse à solta. Olhar para as noticias e ver um país que ardeu, um roubo mirabolamte de armas onde elas deviam estar a ser guardadas, uma árvore que cai e mata, um jogo constante de desculpas e nunca ninguém é culpado. Há ódio espalhado por todo o lado. E fomentado por tanta, mas tanta gente! Alguém lê um caderno de exercícios, com mais de um ano e acha que descrimina os meninos e as meninas e vai daí o governo manda retirá-lo. Depois diz que a bem dizer só leram duas páginas! A lei das barrigas de aluguer e a avó portuguesa que vai dar à luz um filho que é também neto porque a filha não o pode ter. Mas alguém pensa nas crianças? Não. O importante é o que cada um quer e por isso pode. Hoje pode-se tudo. Tudo menos dizer alguma coisa que o Poder não concorde. A secretária de estado que ninguém sabe quem é, e ninguém ficou a saber o que fazia, se fazia bem ou mal. Mas a senhora veio fazer uma declaração política: sou lésbica. E nós com isso? Que raio se passa neste mundo? Queria adormercer e quando acordasse nunca mais veria pais e filhos agarrados ao telemóvel e outros aparelhos sem comunicarem ou olharem uns para os outros. Ainda bem que tenho a memória repleta de outras memórias. Não sei mesmo é o que vai acontecer com os meus netos e tenho muita, mas mesmo muita pena de lhes deixar um mundo como este.
© Destak

5 comentários

  • Medo do mar, tenho eu!
    Cliente | 12.09.2017 | 10.59Hdenunciar comentário
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  • Ó querida Luisa, por favor, não ligue a estes mentecaptos, trogloditas e atrasados mentais....!
    XUXU | 09.09.2017 | 20.49Hdenunciar comentário
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  • COITADA DA LUISINHA.Já ninguem lhe liga....Paz à sua alma.
    RODAVLAS | 08.09.2017 | 23.24Hdenunciar comentário
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  • Está mais do que visto. Já não há cura !
    DOCTORALICA | 07.09.2017 | 10.31Hver comentário denunciado
  • Oh Luisinha . . . ! Tanto "cagaço" para quê . . . ? Olhe linda . . . ! Mantenha a "malguinha" asseada . . . ! E ponha o coração a "pastar" . . . ! Que a "coisa" passa . . . ! ! !
    Alexandre Barreira | 06.09.2017 | 17.06Hver comentário denunciado
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