OPINIÃO

Um projeto para o futuro

15 | 11 | 2017   23.17H
Duarte Cordeiro (Vice-Presidente da Câmara de Lisboa)
Foi inaugurado o novo Terminal de Cruzeiros de Lisboa, um projeto da autoria do Arquiteto João Carrilho da Graça, que representou um investimento público de 54 milhões de euros, a que se somaram 23 milhões de euros de investimento privado. Esta nova infraestrutura irá permitir receber até quase dois milhões de passageiros por ano, quando atualmente o número de passageiros atinge os cerca de 520 mil. A inauguração deste Terminal acontece dez anos depois de começar a ser planeado e como o Primeiro-Ministro, António Costa, referiu na respetiva cerimónia, este é um caso marcante para se compreender e valorizar a importância de consenso político em torno de investimentos estruturantes. Esta é uma obra considerável pelo impacto que terá no crescimento do turismo de cruzeiros, não só pelo acréscimo do número de passageiros, como pelo posicionamento da cidade de Lisboa, que cruza rotas do Atlântico e do Mediterrâneo e que servirá como ponto de entrada e saída de várias escalas de viagens. Mas os seus efeitos vão bem para além do turismo, porque esta belíssima peça de arquitetura constitui, por si só, um factor de atração da cidade, assim como o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), representando verdadeiras obras de arte contemporâneas na paisagem ribeirinha. É impressionante o terraço do edifício que se abre como um novo miradouro sobre Alfama, podendo, igualmente, ser usado como um auditório ao ar livre. O momento de conclusão desta obra coincide com uma mais vasta requalificação da frente ribeirinha, depois do Cais do Sodré e pouco antes do renovado Campo das Cebolas estar terminado. O Terminal é um projeto de futuro, que promove o crescimento da cidade e contribui para a criação de emprego e para as exportações.
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