OPINIÃO

A Itália de fora? Como assim?

15 | 11 | 2017   23.18H
Lídia Paralta | destak@destak.pt

Duas semanas de crónicas e duas semanas em que falo da Itália ou de italianos. Porque nas duas últimas semanas aconteceram coisas impensáveis, inimagináveis, pelo menos para quem não se lembra de nada mais que não seja a Itália a ser uma temível Itália, jogando à sua maneira, matreira, resultadista, ou de outra maneira qualquer, como a Itália campeã do Mundo em 2006 ou do último Euro’2016.

A Itália não estará no próximo Mundial e sabemos disto poucos dias depois de sabermos que Pirlo não mais vai jogar à bola. Provavelmente o maior génio da última grande geração de italianos diz adeus e, quase como consequência, uma seleção de italianos banais com um fora de série de quase 40 anos na baliza não estará no Mundial, 60 anos depois da última não-presença. Seria poético se não fosse trágico, para tantas gerações: as que viram a Itália a ser campeã do Mundo em 1982, as que, como eu, começaram a ver bola no Mundial dos Estados Unidos, em que o Baggio falhou aquele penáltis na final. E que acabaram a festejar o coroar de Buffon, Totti, Del Piero e Pirlo no Mundial de 2006.

Não sei bem o que é que isto significa para vocês. Para mim, é o fim do mundo como o conhecemos, tão expresso aquelas lágrimas de Buffon, o que menos merecia isto, ele que contava fechar a carreira num Mundial e que agora terá de se contentar em acabar a carreira num Juventus-Bolonha desta vida.

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