OPINIÃO

Como não lidar com o falhanço

06 | 12 | 2017   22.14H
Lídia Paralta | destak@destak.pt

Tentei encontrar um qualquer adjetivo positivo para caracterizar a campanha do Benfica na Liga dos Campeões mas de facto estava a tentar entrar no campo do impossível. Seis derrotas em outros tantos jogos é um embaraço e piora quando percebemos que 1) o Benfica era o cabeça-de-série do grupo e 2) tinha a obrigação de ser superior ao Basileia e CSKA Moscovo.

Chegámos assim com surpresa à pior participação de sempre de uma equipa portuguesa na Champions, bem sustentada por exibições muito abaixo do que seria exigível a uma equipa que é campeã nacional há quatro anos consecutivos.

No último jogo, na terça-feira com o Basileia, o Benfica jogava pela honra e pelo dinheiro, mas nada disso foi incentivo para uma equipa errática e com poucas ideias, algo que tem passado de certa maneira incólume nas competições internas, mas não lá fora, porque lá fora a exigência é outra e o Benfica simplesmente não estava preparado para ela.

Já o discurso de Rui Vitória, esse, não se coaduna com o momento, nomeadamente porque o treinador do Benfica continua a acreditar que a sua equipa não foi inferior aos adversários na campanha europeia e que o jogo frente ao Basileia foi “o espelho do que se passou nos restantes jogos”, em que o Benfica teve o azar de procurar o golo e procurar e procurar mas nunca conseguir marcar e apanhar adversários que defendem bem e contra-atacam melhor.

Apetece dizer, bem-vindo a Champions Rui. Perante factos, Rui Vitória teria apenas de assumir o imenso fracasso que foi esta passagem fugaz pelas competições europeias. E nada mais.

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