OPINIÃO

Um português à frente do Eurogrupo

12 | 12 | 2017   22.39H
Eduardo Vítor Rodrigues (Presidente da Câmara de V. N. Gaia)

O Eurogrupo é constituído pelos ministros das Finanças dos 19 Países da União Europeia que adotaram o euro como moeda. Realizam reuniões ordinárias mensalmente e elegem um presidente para coordenar as reuniões e, naturalmente, com a responsabilidade de dinamizar as políticas financeiras destes países.

Num tempo em que as finanças têm uma grande influência nas políticas públicas e na vida das pessoas, e quando o euro é visto com alguma desconfiança por parte da opinião pública, a eleição do ministro português das Finanças, Mário Centeno, para presidente do Eurogrupo deve ser motivo de honra e esperança para Portugal.

Honra porque um país deve sentir-se orgulhoso quando um dos seus é escolhido por outros países para liderar e dinamizar processos de interesse comum. De certa forma, é mais um exemplo de que nós, portugueses, somos bons e estamos muitas vezes entre os melhores do mundo. Esta realidade é visível no desporto, onde além de Cristiano Ronaldo e de Mourinho, muitos outros portugueses são bons entre os melhores. Mas também notável no campo das organizações políticas mundiais, onde António Guterres foi eleito presidente da ONU. É conhecida no campo das ciências, onde vários portugueses são distinguidos no mundo pela sua competência; veja-se, por exemplo, o caso de António Damásio. Além das lideranças mais mediáticas, importa notar que os nossos emigrantes, mesmo aqueles que fazem os trabalhos mais humildes, são considerados os melhores, pela sua capacidade e dedicação ao trabalho.

Por outro lado, a esperança de que Mário Centeno faça um bom trabalho e de que Portugal possa ganhar com o seu desempenho. Por vezes, alguns líderes políticos, quando escolhidos, logo se esquecem dos seus lugares de origem. Com certeza que isto não acontecerá com Mário Centeno.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE