OPINIÃO

Antecipar 2018

04 | 01 | 2018   00.31H
Duarte Cordeiro (Vice-Presidente da Câmara de Lisboa)
Na entrada de um novo ano, e num momento em que antecipamos o que nos poderá trazer 2018, é importante fazermos um exercício de memória sobre o ano que passou. Há um ano escrevia que os riscos que Portugal enfrentava eram mais de natureza externa. Com o decorrer do ano, e tendo em conta que não surgiram elementos de instabilidade externa, pudemos constatar que o Governo prosseguiu um caminho seguro no domínio social, económico e financeiro. Mas ainda assim ninguém imaginava que o ano de 2018 começaria com Mário Centeno na Presidência do Eurogrupo, o rating da República a ser elevado da condição de lixo, o défice de 2017 a terminar em 1,3%, a dívida pública a descer para os 126% do PIB, os juros da dívida a 10 anos a terminarem abaixo dos juros da dívida italiana e, mais importante, o País a crescer 2,6% e o desemprego nos 8,9%. Para 2018, as previsões são todas positivas, com o crescimento económico acima dos 2% e com o desemprego a descer abaixo dos 8%. Não colocando de parte a possibilidade de ocorrer uma crise internacional que afecte a economia do nosso País, considero que os principais riscos para a nossa estabilidade social, económica e financeira são hoje de natureza interna. Será determinante perceber a vontade dos partidos que apoiam este Governo no parlamento – PS, PCP, BE e Verdes – em manterem a estabilidade que tem permitido atingir estes resultados. Por outro lado, a resposta do Governo ao nível da floresta e dos incêndios, na prevenção e no combate às chamas, também será decisiva. As tragédias ocorridas e a perda de vidas humanas foi o momento mais negativo do ano passado. E apesar da reconstrução de casas e empresas, nas zonas mais afectadas pelos incêndios, seguir a bom ritmo, vai ser decisiva a consolidação dessa recuperação em 2018.
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