HORA BOLAS

Justiça

07 | 01 | 2018   19.24H
João Malheiro

É verdade. Enviei, no final do jogo, uma mensagem ao Rui Vitória. Enviei, porque era de elementar justeza, enviei porque muitos benfiquistas prognosticavam um desaire, enviei porque todos (ou quase todos?) os sportinguistas prognosticavam uma vitória.

O Benfica foi melhor, foi mais exclamativo, foi mais dominante. “Rui, parabéns pela cultura do risco, lamento enorme pelo triunfo da injustiça”, rezava assim. O Rui respondeu, não vou publicar aqui o que me disse, jamais cometeria essa deselegância.

O Benfica é tetracampeão e não se demitiu do penta. Aprecio muito o Rui, da mesma forma forma que apreciava o Jorge. Treinador do Benfica, chame-se como se chamar, cidadão nacional ou de qualquer outra latitude, é sempre o meu técnico predileto, aquele que concita os meus afetos, os meus arrimos. Mais ainda quando, como foi o embate da última quarta-feira, muito competente, mesmo muito competente, ousado e destemido.

Entretanto, a Comunicação Social não pára de incriminar o Benfica. O Sport Lisboa e Benfica? O Benfica tetracampeão? Haja decoro, haja vergonha. Rui Vitória ganhou, porque foi melhor, Jesus ganhou, porque foi melhor. O pior, o entejo, o nojo, está naqueles que dizendo ser do Benfica, só prejudicam a grande e maior instituição, permitindo que se alterque a justiça apoteótica dos últimos anos vermelhos.

Querem nomes? Não digo, penso que todos sabem. Teria asco, sobretudo neste momento, a mencionar. Mas já não tenho, muito pelo contrário, de Jorge Jesus, de Rui Vitória, de tantos jogadores que, de forma vigorosa, de forma entusiástica, de forma abnegada, arrebataram quatro ligas consecutivas. Espero pela quinta, como espero que a tal escumalha (aconteça o que acontecer) não se cruze comigo nesta vida prazenteira que é o futebol, nesta vida tão amável que é o Benfica.

© Destak
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