OPINIÃO

Guerra ao copo de plástico não reutilizável

10 | 01 | 2018   23.10H
Duarte Cordeiro (Vice-Presidente da Câmara de Lisboa)
Já nada justifica que continuemos a aceitar a venda de cerveja, água, ou qualquer outro tipo de bebida em copos de plástico, cujo fim é o lixo indiferenciado, que não se aproveita, nem se valoriza. Já não é aceitável encararmos com normalidade que algumas zonas da cidade fiquem inundadas com milhares de copos de plástico no chão, prejudicando a qualidade de vida dos moradores desses bairros e obrigando a um acrescido esforço de limpeza. E também não é possível dizer-se que não existem alternativas. Os festivais de música já mostraram que é possível a substituição deste tipo de copos por outros reutilizáveis, permitindo que o espaço público fique menos degradado no final de um evento, de uma tarde, ou de noite de diversão. Hoje, os municípios não têm as competências adequadas para limitar ou condicionar a forma como as bebidas são servidas. O mecanismo que a Câmara Municipal de Lisboa tem usado passa por limitar horários de venda dos estabelecimentos, no caso de não assegurarem a limpeza do espaço público, mas é pouco eficaz e sem ganhos ambientais, uma vez que não assegura a substituição do uso de copos de plástico não reutilizáveis. Está na hora do Governo proibir, ou penalizar fortemente, a utilização destes copos e, simultaneamente, apoiar alternativas como os copos reutilizáveis, recorrendo por exemplo ao Fundo Ambiental, de forma a facilitar o seu uso generalizado. Manter a situação atual não beneficia ninguém e prejudica todos. Prejudica a qualidade de vida nas cidades, prejudica o ambiente e prejudica, também, a imagem das cervejeiras, cuja marca surge impressa em cada copo. No momento em que o Governo analisa a fiscalidade verde, são determinantes medidas que ponham fim ao copo de plástico não reutilizável.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE