OPINIÃO

Ronaldinho, o maior mágico de sempre?

18 | 01 | 2018   22.36H
Lídia Paralta | destak@destak.pt

Sou da geração que começou a ver bola com Romário, passou por Zidane, Ronaldo, Rivaldo. Depois apareceu Ronaldinho, antes de Messi e Cristiano Ronaldo iniciarem a sua política de dominação do futebol mundial. Gosto muito de todos deles, mas diria que os últimos dois são os que vão deixar mais marca na história. Mas se perguntarem qual é o maior mágico, talvez tenha de dizer Ronaldinho Gaúcho.

Ronaldinho disse esta semana adeus ao futebol mais ou menos sem ninguém notar, na medida em que há dois anos que não tinha clube ou jogava à bola de forma profissional. Não é a melhor forma de um dos grandes se despedir. Mas Ronaldinho também deixou cedo de querer entrar na luta pelo título de melhor de sempre. Em 2005/06 e 2006/07, Ronaldinho foi simplesmente o melhor do mundo, naquele Barcelona que ganhou liga e Champions. Só que o brasileiro também gostava de viver a vida. Gostava muito de viver a vida. O que por vezes faz parecer tudo ainda mais extraordinário. Porque Ronaldinho tinha um talento tão grande, fazia coisas tão impressionantes e impossíveis com os pés que mesmo não sendo o melhor profissional do mundo era o melhor jogador do mundo.

Durou duas temporadas, mas como teria sido se Ronaldinho tivesse a ética de trabalho e a força mental de Cristiano ou as regras e o instinto matador de Messi? Quantos anos duraria o seu reinado? E estaríamos agora a falar de um daqueles que foi um regalo, um dos melhores naquela época específica ou então de um dos melhores, senão, o melhor de sempre? Não dará para responder, assim que mais vale que Ronaldinho aproveite a vida como sempre gostou, mas agora reformado.

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