OPINIÃO

Inovação social para combater o envelhecimento

23 | 01 | 2018   16.10H
Eduardo Vítor Rodrigues (Presidente da Câmara de V. N. Gaia)

Nas últimas décadas, Portugal, como outros países da Europa, tem registado profundas transformações demográficas, como o aumento da longevidade e da população idosa e a redução da natalidade e da população mais jovem. Em 2015, as pessoas com 65 anos ou mais representavam 20,5% da população residente no País (Pordata, 2016).

“O índice de envelhecimento em Portugal passou de 27,5% em 1961 para 143,9% em 2015, o que, naturalmente, exerce um forte impacto na sociedade como um todo e exige adaptações e respostas em diversos níveis, nomeadamente por parte dos seus sistemas de suporte, como é o caso dos sistemas de saúde, segurança social (…) ”, podemos ler na Estratégia Nacional para o Envelhecimento Ativo 2017-2025, assinada pelo Estado Português.

É preciso sermos criativos no que ao envelhecimento populacional diz respeito. A Comissão Europeia lançou um concurso para encontrar as melhores soluções de inovação social, aberto até 28 de fevereiro de 2019 . Procura-se encontrar soluções para a mobilidade dos mais velhos para que envelheçam de forma saudável.

Segundo a Estratégia Nacional para o Envelhecimento Ativo 2017-2025, “o envelhecimento ativo e saudável é definido como o processo de otimização das oportunidades para a saúde, participação e segurança, para a melhoria da qualidade de vida à medida que as pessoas envelhecem bem como o processo de desenvolvimento e manutenção da capacidade funcional, (…) sendo esta o resultado da interação das capacidades intrínsecas da pessoa (físicas e mentais) com o meio”.

Congratulo-me pela definição desta estratégia para uma área da sociedade de vital importância, felicitando a União Europeia pela atenção dada ao assunto.

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