OPINIÃO

Estaremos a tirar o futebol ao povo?

24 | 01 | 2018   23.53H
Lídia Paralta | destak@destak.pt

As Taças, tanto a de Portugal como a da Liga, proporcionam excelentes oportunidades para as equipas de escalões inferiores brilharem frente a emblemas ditos mais cotados. Na noite de terça-feira, aconteceu isso mesmo no Oliveirense-V. Setúbal das meias-finais da Taça da Liga. Acontece que não houve muitos adeptos do clube de Oliveira de Azeméis a assistir a tal feito - o jogo aconteceu em Braga, onde este ano se realiza a final four da competição. Da cidade do distrito de Aveiro até ao Minho não é assim tão longe, são mais ou menos 100 quilómetros, mais ou menos uma hora de carro. Mas pegar nas trouxas a uma terça-feira à noite tendo de trabalhar na manha seguinte, não é exatamente simpático. Para os adeptos do Vitória, pior ainda, naturalmente.

O encontro de terça-feira teve cerca de 1600 adeptos nas bancadas, muito, mas muito pouco para uma meia-final de uma competição que vale um troféu. Se o encontro se tivesse disputado em Setúbal, mas sobretudo em Oliveira de Azeméis, onde os grandes não jogam há muito, seguramente estariam mais adeptos no estádio. Fica no ar se vale mesmo a pena este formato da Final Four da Taça da Liga, bem como o estranho título de “Campeão de Inverno”. É natural que em termos de visibilidade e marketing a ideia tenha tido os seus frutos, mas para o adepto nem por isso. Para dar um exemplo: na edição do ano passado, na meia-final entre Benfica e Moreirense estavam menos de 9 mil pessoas nas bancadas. E na final, em que o Moreirense bateu o Sp. Braga, eram menos de 7 mil. Muito pouca gente para assistir a uma conquista histórica.

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