OPINIÃO

O tudo ou o nada

07 | 02 | 2018   23.18H
Lídia Paralta | destak@destak.pt

A tentativa de legitimação de poder através de pequenos “avisos”, as guerras entre correntes ideológicas distintas ou a instabilidade interna são coisas tão velhas quanto a própria política. Ou as próprias empresas. E um clube de futebol, não sendo exatamente uma empresa, um partido ou um governo, não deixa de passar por tudo isto. O Sporting vive por estes tempos dias, digamos, conturbados. As propostas do Conselho Diretivo para alteração dos estatutos e regulamento disciplinar não caíram bem em alguns grupos de adeptos, não se sabendo bem por discordarem por completo ou simplesmente por não estarem suficientemente bem informados para tomar decisões deste calibre.

Bruno de Carvalho foi eleito com mais de 85% dos votos há menos de um ano. O apoio em torno do atual presidente do Sporting foi inequívoco e, suspeito, o líder leonino continua a ter o respaldo de boa parte dos sócios. Mas isso não pode, por si só, abafar as vozes discordantes. E discursar quase uma hora sobre perseguições, injustiças, as filhas, a mulher, a forma como dorme ou deixa de dormir, antes de ir ao que verdadeiramente interessa é, pelo menos, um erro estratégico do presidente do Sporting. Oposição sempre vai existir, vozes discordantes idem. E mesmo quem votou Bruno de Carvalho, terá votado por acreditar que estava ali o candidato que mais condições reunia para ser líder do Sporting. Não por acreditar que tem todas e mais algumas condições para ser presidente do clube. Existe, pelo menos, o direito à discussão. Mas por vezes, Bruno parece querer o tudo ou o nada.

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