OPINIÃO

A humildade de Ricardinho

14 | 02 | 2018   22.50H
Lídia Paralta | destak@destak.pt

No dia em que a Seleção Nacional de futsal chegou a Portugal, depois da brilhante vitória no Europeu da Eslovénia, esse Europeu que provou que, com uma bola nos pés, não há ninguém como nós neste continente, Ricardinho, o melhor do Mundo, cinco vezes melhor do Mundo, não parou. Não acredito que tenha dito que não a qualquer solicitação institucional ou de imprensa. No final desse dia longo, vi-o na RTP, no Trio de Ataque. Falava de um bar que tem em Gondomar, onde está a família. Deixou-nos a todos entrar em sua casa. O melhor do Mundo, acabadinho de ganhar o mais importante título da carreira e para o futsal português.

Impressionou-me quase tudo em Ricardinho. A honesta humildade, onde não cabe a falsa modéstia. Ricardinho é bom e sabe, mas não faz gala disso. Mantendo um impressionante balanço entre a bom senso e a genuinidade, respondeu a todas as perguntas, até às mais difíceis. Sobre o futebol, para o qual era muito pequeno, disseram-lhe. Não tem ponta de mágoa, nem fala do futsal como um escape.

Falou sobre o Benfica, o clube em que brilhou em Portugal e pelo qual continua a ter um carinho enorme, sobre o Sporting, que, admitiu, lhe fez uma proposta há uns anos, uma proposta que esteve muito bem encaminhada. E sobre o FC Porto, clube que não tem equipa de futsal e sobre o qual falou em alegoria, mas de forma absolutamente clara para quem quiser perceber.

Apesar de ser um mágico, um homem que faz coisas impossíveis com os pés, Ricardinho também é de carne e osso. É um campeão da Europa que também é um de nós. Fiquei muito feliz por Portugal, mas muito, muito feliz por ele.

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