OPINIÃO

A bicicleta na cidade

07 | 03 | 2018   19.06H
Duarte Cordeiro (Vice-Presidente da Câmara de Lisboa)
O alargamento das ciclovias e a entrada em funcionamento da rede de bicicletas partilhadas da Emel - a Gira - têm confirmado que a cidade de Lisboa se adapta bem à mobilidade ciclável, conquistando utilizadores e diminuindo a necessidade de circulação por outros meios. A maioria de nós já ouviu que Lisboa, por ser uma cidade de colinas, nunca iria valorizar esta forma de mobilidade não poluente; mas os números e a realidade dizem o contrário. Aliás, convido os mais céticos a assistirem ao vídeo publicado na página de facebook da Câmara Municipal de Lisboa, que compara o número de pessoas que circularam de bicicleta no cruzamento da Avenida Duque de Ávila com a Avenida da República, no dia 22 de fevereiro, entre as 8h00 e as 10h30 da manhã, deste ano e do ano anterior. Em 2017 circularam 174 bicicletas; este ano circularam 494, das quais cerca de metade pertenciam à rede Gira - um crescimento extraordinário em apenas um ano. Hoje, há mais de 5.000 inscritos com passe na rede partilhada de bicicletas da EMEL, que conta já com 43 estações, 400 bicicletas (de um total de 1.400 que serão instaladas na cidade) e mais de 130 mil viagens. Mais do que a celebração dos resultados de um programa, que pelos números apresentados já justificou a opção estratégica que o município de Lisboa tomou, temos de celebrar o que isso significa na melhoria da qualidade de vida de todos os lisboetas. A pressão está agora no alargamento das ciclovias e na conclusão da instalação desta rede de bicicletas. Lisboa prevê, até 2020, o alargamento da rede de ciclovias dos 80km de extensão atual, para 200km. E já não há grandes dúvidas que quantos mais quilómetros tivermos, mais utilizadores conquistaremos.
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