HORA BOLAS

Náusea televisiva

11 | 03 | 2018   22.56H
João Malheiro

Trata-se, desde logo, de um problema de sanidade mental. Trata-se, mais do que tudo, de um problema de sanidade pela bola. Dessa bola que faz as minhas delícias desde imberbe. De uma bola que gosto de saber pautada pela higidez, pela honradez. É por isso, só por isso, que me abstenho de assistir à maioria dos programas televisivos sobre futebol (?) com protagonistas que me envergonham e, garantidamente, envergonham jogadores e treinadores, envergonham a bola, mais surda e muda que seja.

Por razões a que a verdadeira razão não deveria conferir o mínimo de razoabilidade, há dias, num zapping, ouço falar no meu nome. Uma figura risível, de nome Pedro Guerra, disse “João Malheiro não tem credibilidade”. Nem deveria perder tempo com alguém que tanto tem humilhado o Benfica, pelas sua intervenções e atitudes deploráveis, pela sua falta de autoestma (não foi Luís Filipe Vieira quem disse que esse espécimen não percebia nada e mais parecia um merceeiro?), pela sua arrogância bacoca, pela sua falta de brio sempre que desafiado ou mesmo insultado por parceiros de painel, pelo descrédito absoluto no universo da bola em geral.

A minha credibilidade benfiquista (reporto-me apenas a esse segmento, aquele que me é mais querido) foi-me e é conferida por Eusébio, Coluna, Rogério Pipi, José Águas, Mário Wilson, Germano, José Augusto, Simões, Toni, Humberto Coelho, Nené, Artur, Eurico, Jordão, Shéu, Bento, Chalana, Carlos Manuel, João Alves, Vítor Paneira, Mozer, João Pinto, Rui Costa, Simão Sabrosa ou Nuno Gomes. Nem quando o Benfica tiver um Centro de Estágio no planeta Marte esse inefável sujeito poderá publicar semelhante certificado.

Conclusão? O Guerra é um leviano, mas responsável pela difamação não é do seu empenho exclusivo. Assumam, então, aqueles que deixam palrar o tanso.

© Destak
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