OPINIÃO

O lado lunar de Mourinho

14 | 03 | 2018   22.53H
Lídia Paralta | destak@destak.pt

Quem viu o FC Porto que em 2003 e 2004 ganhou consecutivamente Taça UEFA e Liga dos Campeões, com um futebol feito de coesão defensiva e sabedoria na hora de atacar (e um Deco que, por essa altura, era um dos três melhores jogadores do Mundo), fica com uma certa dor de alma ao ver o Manchester United de Mourinho a cair da Champions perante um dos piores Sevilhas dos últimos anos.

Talvez a eliminação do United na última terça-feira não seja, per se, um sinal daquilo que vale neste momento uma equipa de Mourinho, mas apenas o resultado prático de algo que há uma mão-cheia de anos parecia impossível de afirmar: a iniciativa que Mourinho dá aos adversários, confiando na solidez da defesa da sua equipa, não está a funcionar, enquanto tática. E não está a funcionar porque o nível médio de qualidade dos defesas do Manchester United é, prosaicamente, nada de especial. Porque hoje em dia (e o vizinho City bem que podia dar umas dicas sobre o assunto), também já é preciso pagar largas dezenas de milhões de euros por um defesa de qualidade e o United, nesse particular, está um nível abaixo dos rivais. E perde muito com isso.

Ainda assim, vamos lá deixar em pratos limpos: o Manchester United é hoje uma equipa infinitamente melhor do que quando Mourinho chegou. O problema é que os outros, os maiores rivais, nomeada e mormente o City, também estão muito melhor. A equipa de Guardiola reforçou-se melhor, é mais sólida, tem uma ideia de jogo mais atraente. E está a ganhar, que é o mais importante no meio de toda esta discussão.

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