HORA BOLAS

Campeões do Mundo

25 | 03 | 2018   22.57H
João Malheiro

Cristiano Ronaldo deu o mote, enfatizou a divisa. Fez bem e tem moral para dizer o que se deve dizer bem e apreciar bem. Para bem de todos os aficionados e patriotas, para bem da modalidade que a todos faz bem, para bem de algo que nos aguça o bem. Qual é problema de Portugal assumir a candidatura ao próximo título mundial? Somos, desde logo, titulares do mais importante troféu europeu, temos um combinado notável de jogadores, beneficiamos de uma apropriada cultura competitiva. E temos, claro, esse fabuloso Cristiano Ronaldo, com a cabeça e os pés, com a alma e o génio, com a liderança e a crença que o planeta da bola consagrou.

O complexo de pequenez, a inibição pela grandura, a não perceção de um potencial inexaurível, outras apreciações do passado, outras noções esclerosadas, estão (quase) desusadas e transpostas. Reina, entre nós, uma nova mentalidade. Afirmativa, ambiciosa, ganhadora.

Neste século, Portugal tem marcado, invariavelmente, presença nos grandes certames internacionais. Mérito, desde logo, de grandes escolas de formação. No FC Porto, a título de exemplo, Vítor Baía, Fernando Couto, Jorge Costa, André Silva. No Sporting, também a título de exemplo, Luís Figo, Cristiano Ronaldo, Simão Sabrosa, Ricardo Quaresma, Nani. No Benfica, ainda a título de exemplo, Rui Costa, Paulo Sousa, Renato Sanches, Nélson Semedo, Bernardo Silva. Muitos, muitos outros. Mais o discipulado noutros países, grandes potentados, enormes clubes com a homogenia de um Real Madrid, de um Barcelona, de um Manchester United.

A marca da bola lusíada está espalhada por todos os palcos onde a redonda é mais mimosa. São jogadores, são também treinadores. São o produto de uma pátria apaixonada por futebol. São os fautores de um Portugal, legitimamente, candidato ao título mundial.

© Destak
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