COLUNA VERTICAL

O exemplo da cruz

03 | 04 | 2018   17.04H
José Luís Seixas
Cristo morreu na Cruz para nos salvar. Por amor do Pai que sacrificou o seu Filho. Por amor do Filho que aceitou o padecimento para salvação dos homens. Esta a mensagem linear da Páscoa que acabamos de celebrar. A que poucos ligam, mais preocupados com viagens, amêndoas e ovos de chocolate. A morte de Cristo e a sua Ressurreição são, porém, a essência do cristianismo. Ensinam-nos tantas coisas sobre a dimensão humana. Sobre a coragem e a pusilanimidade. Sobre as nossas fraquezas e debilidades. Sobre o poder e o seu exercício. Sobre a venalidade. Sobre tudo o que fomos e ainda somos. A natureza humana persiste na negação do Cristo arrostando a Cruz que representa os pecados que nos aprisionam e impedem a felicidade. Os séculos passam e pouco mudamos. O que faríamos se integrássemos naquele tempo a turba que rodeava o Sinédrio e o pretório? Clamaríamos “liberta-O” ou, antes, “crucifica-O”? Apelaríamos a Pilatos que soltasse o Justo e o Inocente ou gritaríamos por Barrabás? O amor é muito exigente. Reclama tudo. Não consente meias tintas. Compreende a entrega e a doação plenas. E, sobretudo, a coragem de perdoar. Como Cristo ao expirar na Cruz: “Pai, perdoai-os porque eles não sabem o que fazem”. O Autor escreve segundo a antiga ortografia.
© Destak
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