OPINIÃO

Relançar a compostagem doméstica

04 | 04 | 2018   22.43H
Duarte Cordeiro (Vice-Presidente da Câmara de Lisboa)
Uma das formas mais relevantes de contribuir para a sustentabilidade ambiental é a redução dos resíduos que colocamos para recolha e tratamento. Podemos fazê-lo através de um consumo mais planeado e consciente, mas também evitando o encaminhamento de resíduos valorizáveis para a incineração ou aterro. Para conseguirmos ter impacto ambiental, temos todos de nos envolver nesta redução e reutilização de resíduos ao nível doméstico. Durante muitos anos, especialmente nos meios menos urbanos, os resíduos orgânicos biodegradáveis eram reaproveitados pelas famílias, como alimentação na criação de animais e como adubos. Em virtude do progresso económico, essa prática foi-se perdendo e hoje o comum é juntar os resíduos orgânicos com o restante lixo, especialmente nos meios urbanos. Só em Lisboa, estima-se que 240 toneladas de lixo comum indiferenciado é biodegradável e poderia ser valorizado, em vez de seguir para a incineração. De forma a limitar este problema – que é um custo ambiental e financeiro para a cidade de Lisboa – o Município decidiu criar o programa “Lisboa a Compostar”, que vai atribuir gratuitamente quatro mil compostores a todos os munícipes que disponham de condições em casa para os utilizarem, relançando, assim, a compostagem doméstica. Este método de valorização de resíduos transforma, através do compostor, o que sobra das refeições (especialmente frutas e legumes) num composto, isto é, um fertilizante, que pode ser usado nas plantas e árvores que temos em jardins, quintais ou logradouros. Este projeto será seguido de um conjunto de medidas, como a colocação de compostores comunitários ou a recolha porta a porta de orgânicos em algumas zonas da cidade, que nos permitirão, igualmente, ganhos ambientais muito significativos.
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