INSTANTES

Um coração nas mãos

09 | 04 | 2018   20.52H
Luisa Castel-Branco

Os filhos acreditam sinceramente que, a partir de dada altura da sua vida, não faz qualquer sentido os pais preocuparem-se com eles. Claro que têm razão, e se nos ensinassem como se faz, seria ótimo!

Mas não é isso que acontece. Eles crescem, ganham asas, constroem novos ninhos. E nós continuamos com o coração nas mãos por tudo e por nada.

Creio que o nosso medo de que algo lhes aconteça cresce, em vez de diminuir. Talvez porque já não estamos lá para lhes aparar as quedas e os joelhos esfolados e as lagrimas. Talvez porque os perigos são agora muito maiores e os silêncios deles proporcionais.

E depois chegam os netos e Ai Jesus! Perdemos o controlo do nosso coração e das nossas emoções. Ser mãe só termina no último suspiro.

Acreditem. Nós sabemos que somos ridículas quando pedimos para nos enviarem uma mensagem, ao menos isso, a dizer que fizeram boa viagem. Seja qual for a distância. Sabemos que temos que controlar esta vontade diária de pegar no telefone e ouvir a voz deles, porque lhes lemos a voz e eles bem que o detestam!

E sabemos, temos a certeza, que um dia vão sentir e fazer exatamente a mesma coisa com os seus filhos. Mas nessa altura já cá não estaremos nós, pela ordem natural da vida.

Ah! Este amor é doentio, é tão grande que toma conta de nós desde o primeiro momento em que vos sentimos no ventre, em que vos tomamos nos braços e temos muita pena, só mesmo quando fecharmos para sempre os olhos nos conseguimos afastar deste amor!

© Destak

3 comentários

  • BURRO DE MAIO -------------------------- Giestas... a tradição do burro maio O assunto de hoje não tem nada de novo mas a tradição ainda carrega o peso de muitos maios às portas e janelas. E o exemplo de semelhante tradição está no nosso portão florido, pela manhã, com um pé de giesta amarela. Porquê? - pela tradição. Por quem? - suspeitamos. Seja como for agradecemos o gesto. Aqui a tradição impõe a colocação do raminho de giestas no primeiro dia de Maio para impedir que o burro (leia-se diabo em forma de asno) não dê coices nas portas. Como surgiu a tradição de colocar nas portas e janelas das casas e nas cortes do gado pequenos ramos de giestas amarelas no primeiro dia de Maio? Contam-se muitas histórias e estórias sobre as razões e as origens deste costume tão antigo em quase todo o País, variando, muitas vezes, de lugar para lugar dentro da mesma aldeia. Apesar do galopante desprezo por costumes e tradições... por estas bandas a tradição ainda se mantém. Não nos custa nada aceitar estas tradições como mais um apontamento etnográfico dos mitos e crenças sobre o 1º de Maio com maias...
    ric | 30.04.2018 | 15.05Hdenunciar comentário
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  • E quando chegam os bisnetos é que é lindo. São fraldas pró menino, prá menina, pró velhinho e prá velhinha. É uma "fraldaria".....!!!!!
    GENERALIS | 11.04.2018 | 20.34Hdenunciar comentário
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  • Pois é.Um dia chegará em que êles tambem sentirão a mesma preocupação.
    RODAVLAS-já centenário | 11.04.2018 | 11.28Hdenunciar comentário
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