OPINIÃO

Partilhar informação é o futuro

11 | 04 | 2018   23.07H
Duarte Cordeiro (Vice-Presidente da Câmara de Lisboa)
Na semana em que se realiza o Portugal Smart Cities Summit – conferência internacional que pretende discutir a tecnologia ao serviço das pessoas – quero aprofundar a importância crescente da informação numa cidade. Todos conhecemos a máxima “informação é poder” e a partilha da informação pode significar democratizar o acesso a dados fundamentais para a melhoria da vida das pessoas. Vou dar alguns exemplos. (1) Colocar sensores que verificam se um contentor de lixo enterrado está cheio permite ao Município gerir melhor os circuitos de recolha de resíduos, como também permite a qualquer cidadão, que tenha acesso a essa informação, deslocar-se a um contentor ou eco-ilha que não esteja tão cheio (e no futuro até permitirá contabilizar o que cada família deposita para reciclar). (2) Colocar sensores para monitorizar a entrada de clientes num mercado municipal permite, a quem gere o mercado, adequar os seus serviços e permite aos comerciantes analisar quais os melhores mercados ou os melhores horários para a venda dos seus produtos. (3) Limitadores de ruído com leitura em tempo real, associados a plataformas acessíveis na internet, permite à Polícia Municipal ajustar as suas rotinas, deslocando-se, apenas, aos bares ou discotecas que nessa noite ultrapassaram o limite de som imposto, como também permite aos próprios donos dos estabelecimentos serem avisados, via sms, quando essa situação ocorre, podendo, assim, antecipar e controlar a situação. Todos estes projetos estão em desenvolvimento na cidade de Lisboa. Ser uma cidade inteligente é usar a mais recente tecnologia para melhorar o serviço público, mas também partilhar a informação, de forma a incentivar um conjunto mais vasto de mudanças na sociedade.
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