As pontes que temos de erguer

17 | 04 | 2018   22.58H
Eduardo Vítor Rodrigues (Presidente da Câmara de V. N. Gaia)

“Quando a esmola é grande, o santo desconfia”. Não se trata, no caso, de uma esmola, e tão pouco falamos de santos. Mas esta expressão popular não poderia traduzir melhor o que acontece quando se decide fazer. Sem promessas vãs, com objetivos concretos.

Há menos de uma semana anunciei, ao lado do meu colega do Porto, Rui Moreira, a construção de uma nova ponte a unir as margens do Douro. Graças à situação financeira das duas câmaras, bem como ao nosso entendimento – determinante, depois de largos anos de costas voltadas –, o projeto será integralmente financiado pelos orçamentos municipais.

A estrutura representará um importante fator de transformação das duas margens, nas zonas de Oliveira do Douro e Campanhã, ao mesmo tempo que aliviará a pressão das pontes atuais, completamente saturadas e uma dor de cabeça para quem tem de atravessá-las diariamente.

A nova ponte terá o nome de D. António Francisco dos Santos, numa homenagem a um maior. Um nome que representa aquilo que melhor simboliza as pontes entre as cidades e entre as pessoas.

Claro que, como face a qualquer grande projeto, já se levantam vozes discordantes, ora contra o nome escolhido, ora contra a localização, ora colocando dúvidas sobre a verdadeira concretização da obra.

Já não estamos no tempo de lançar primeiras pedras de megaprojetos para ficarem enterradas no esquecimento. Já não estamos no tempo de nos escudarmos na falta de apoios do Estado para não conseguirmos agir. Já não estamos no tempo de lutar com o “vizinho” para ver quem tem maior protagonismo. Estamos, sim, no tempo de erguer as pontes verdadeiramente importantes, em que os representantes locais se mostram capazes de unir esforços para garantir melhor qualidade de vida aos cidadãos. É assim que se mostra a força da região.

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