OPINIÃO

Gigi Buffon e uma questão de bom senso

18 | 04 | 2018   23.51H
Lídia Paralta | destak@destak.pt

No futebol, como em tudo - mas se calhar, principalmente no futebol -, é necessário bom senso. O bom senso ajuda a ter os pés no chão e a separar as águas. Por exemplo: Zidane não deixa de ser um dos melhores de sempre (saudades daquelas roletas) só porque a última ação da sua carreira foi uma cabeçada num adversário em plena final de um Campeonato do Mundo. Não deixa. Mas o jogador que Zidane foi também não nos deve fazer relativizar uma agressão que foi feia e que não devia nunca em tempo algum ver-se num estádio de futebol, quanto mais num dos 90 minutos com mais audiência televisiva de sempre.

A mesma lógica serve para Gianluigi Buffon que poderá muito bem ter terminado a sua carreira na Liga dos Campeões com uma expulsão e uma atitude a roçar a violência face ao árbitro Michael Oliver, depois do britânico ter assinalado uma grande penalidade de difícil julgamento na eliminatória entre a Juventus e o Real Madrid. Ninguém é de ferro e reconhecer isso também é um sinal de bom senso. Buffon acusou Oliver de ter um caixote do lixo no lugar do coração, mas marcar uma grande penalidade ou não, não é uma questão de ter ou não ter coração. É uma questão de analisar um lance e com a maior imparcialidade possível decidir. E Oliver decidiu contra um dos melhores guarda-redes de sempre (e que nunca o deixará de ser), que assim perdeu mais uma vez a oportunidade de vencer um dos poucos troféus que lhe falta. É triste, injusto, mas não justifica a campanha que se está a fazer contra o juiz.

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