OPINIÃO

O Futuro das Cidades

01 | 05 | 2018   19.29H
Eduardo Vítor Rodrigues (Presidente da Câmara de V. N. Gaia)

Já em 2011, José Mendes, atual secretário de Estado-adjunto e do Ambiente, escrevia sobre o futuro dos municípios portugueses no livro «O Futuro das Cidades». Aqui, o autor identifica cinco dimensões decisivas para esse futuro: talento intelectual, inovação, conectividade, sustentabilidade e autenticidade. Só assim as cidades podem especializar-se e competir num mundo global onde mais de 50 por cento da população mundial vive nelas. A este propósito, x preconiza que “o século XXI será, por certo, o século das cidades.” Isto porque “é inquestionável que as cidades são o catalisador do crescimento e da prosperidade das regiões e das nações”.

Sobre o futuro das nossas cidades, José Mendes defende que Portugal tem de tomar opções claras, não podendo continuar a “polvilhar o país com equipamentos (…), criando situações de gritante desajuste entre a oferta e a procura”. Fala, ainda, de soluções para a ausência de massa crítica nas nossas cidades de pequena dimensão: “Portugal precisa de cidades maiores, com dimensões que viabilizem a ignição frequente dos processos espontâneos, típicos da cidade incubadora. Para este propósito de crescimento, vejo três caminhos possíveis: a fusão de cidades, a constituição de redes e o crescimento estratégico de cada cidade”.

Este desenvolvimento estratégico da cidade é o que eu, como presidente do Município de Gaia, preconizo, sem prejuízo do fortalecimento da integração em redes de cidades, quer a nível metropolitano, quer aos níveis nacional e regional. Sem esquecer a dimensão das ligações internacionais que as cidades com características semelhantes devem desenvolver. Também por isso, a descentralização é essencial para reforçar as cidades como motores do desenvolvimento sustentável económico e social do país.

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