OPINIÃO

Boas contas para preparar o futuro

02 | 05 | 2018   22.35H
Duarte Cordeiro (Vice-Presidente da Câmara de Lisboa)
É fundamental olharmos para as contas públicas do município quando pensamos o futuro e queremos definir responsabilidades, objetivos e desafios para Lisboa. Este mandato ficará marcado por uma maior intervenção e regulação públicas, por parte do município, em áreas determinantes para a coesão social dos lisboetas e para a competitividade da cidade, como a mobilidade e a habitação. Em matéria de mobilidade é hoje evidente a clara importância da intervenção municipal, através de empresas públicas como a Carris e a Emel, que permitem ao município gerir os autocarros e os elétricos, o estacionamento à superfície e também o sistema de bicicletas partilhadas. Na área da habitação tem sido consensual a necessidade de uma maior intervenção e regulação públicas – só com maior oferta de habitação pública será possível regular o mercado e a subida de preços a que assistimos. Também aqui é fundamental perceber se existem instrumentos capazes de gerir um parque habitacional para rendas acessíveis, que se espera que venha a ter uma dimensão aproximada ao número de fogos de habitação social, gerido pela empresa municipal Gebalis. Quando esta semana foram apresentadas as contas da Câmara Municipal de Lisboa, soubemos que a dívida do município desceu quase 16% no último ano, que o passivo reduziu-se 5,6%, que mantemos o nível de fiscalidade mais competitivo da Área Metropolitana de Lisboa e que as empresas municipais, nomeadamente a Carris, a Emel e a Gebalis, apresentam bons indicadores financeiros. O município de Lisboa tem boas contas, boas empresas e o investimento público subiu 18% face ao ano anterior. Não podia haver melhor sinal de confiança para os desafios que temos pela frente e para as responsabilidades públicas que queremos assumir.
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