OPINIÃO

Siga a marinha

23 | 05 | 2018   22.59H
Lídia Paralta | destak@destak.pt

Passou uma semana e dois dias da invasão/ataque aos jogadores e staff técnico do Sporting na Academia de Alcochete. O líder do clube não só não assumiu taxativamente as responsabilidades que tem - quanto mais não seja por ser líder do clube e isso é o que um bom líder faz - como passou a semana em conferências de imprensa mais ou menos longas a, pasmem-se, apontar o dedo aos jogadores por “involuntariamente” terem provocado o ataque. Que os jogadores devem responder a insultos de adeptos? Idealmente não. Mas em que planeta de alguma forma se equiparar ou sequer colocar em comparação ou na mesma frase uma resposta a um insulto e um ataque bárbaro, com alvos claramente definidos, onde, sabemos agora, inclusivamente se atacou o treinador do clube pelas costas? Não dá, não é?

Com tudo isto, o Sporting vai alegremente perdendo semanas de preparação para a próxima época, na medida em que parece impossível que os ânimos se acalmem por Alvalade até à realização de novas eleições. E depois delas, seja qual for o vencedor, será necessário começar de novo numa série de campos. Porque, para já, nada de sabe. Jesus fica? Jesus sai? Que jogadores querem ficar numa conjuntura destas? Que jogadores querem ficar seja qual for a conjuntura? Parecem demasiadas dúvidas por esta altura e ainda por cima com um Mundial à porta, onde o Sporting terá vários jogadores. Até lá, o Sporting vai navegando sem aparente destino. Siga a marinha.

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