OPINIÃO

Da vergonha alheia

07 | 06 | 2018   02.22H
Lídia Paralta | destak@destak.pt

Por estes dias o Sporting é uma espécie de saco de gatos de diferentes sensibilidades e ideias, nomeadamente sobre aquilo que são estatutos ou a democracia. O clube está dividido, provavelmente mais dividido do que possamos pensar e quando assim é as hipóteses das atitudes resvalar é grande.

Olhemos para a conferência de imprensa de Bruno de Carvalho desta quarta-feira. Ou melhor, vou chamar-lhe “conferência de imprensa”, assim entre aspas, porque uma comunicação em que alguém tenta controlar perguntas, impor as suas, enfrentar jornalistas, minimizando o seu trabalho, isso não é bem uma conferência de imprensa. Será um monólogo, uma imposição de um qualquer discurso rancoroso que no final causa indignação, sim, mas também um enorme sentimento de vergonha alheia. Porque um discurso de ataque não é o discurso dos fortes, muitas vezes é de quem está encurralado e assustado.

Quem perde no meio de tudo isto é o clube, cada vez mais afogado numa crise de valores e de credibilidade, e os sócios, aqueles que gostam do clube e que de certeza não gostam do que vêm, dos comunicados constantes de parte a parte, das acusações.

E por isso, espero apenas que durante o Mundial, o Sporting se erga. Porque há coisa mais importantes. Ainda esta quarta-feira, a Federação Portuguesa de Futebol anunciou a criação de 23 bolsas para jovens de zonas desfavorecidas. Prefiro este futebol, prefiro este desporto. O resto já só me cansa.

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