OPINIÃO

Capital Europeia Verde

20 | 06 | 2018   23.40H
Duarte Cordeiro (Vice-Presidente da Câmara de Lisboa)
Esta quinta-feira, Lisboa saberá se foi escolhida como Capital Europeia Verde 2020. No momento em que escrevo não sei se iremos conquistar este reconhecimento, mas é importante divulgar as razões que nos levam a estar, pelo segundo ano consecutivo, na lista das cidades finalistas deste prémio. Lisboa não tem indicadores ambientais ao nível de algumas cidades no norte da Europa, mas a evolução registada e o facto de ser um caso tipo dos desafios ambientais que se colocam à Europa do Sul, tornam-na numa série candidata. É expectável que nas próximas décadas tenhamos uma redução da chuva, cada vez mais concentrada nas estações do ano mais frias, e um aumento médio da temperatura. Devemos, portanto, avançar num programa de expansão de espaços verdes que arrefeçam a temperatura da cidade e que reforcem a nossa política da água. Lisboa, desde 2009, que já ganhou 200 hectares para novos espaços verdes e tem a expectativa de ganhar mais 200 hectares até 2021; foram criados três corredores verdes; estima-se que 600 famílias beneficiem das hortas urbanas e existe a vontade de plantar 80 mil árvores até 2020. E apesar do aumento das áreas verdes, prevê-se uma redução do consumo da água em 17%. Por outro lado, o Plano municipal de Drenagem prevê um enorme investimento ao nível da água e algumas inovações, como a utilização de água reciclada na rega ou na lavagem de ruas. Ao nível da energia, Lisboa é, neste momento, uma das poucas cidades com soluções partilhadas elétricas de carros, motas ou bicicletas e a frota municipal de ligeiros será, no futuro, elétrica ou híbrida. Todo este trabalho tem sido para melhorar da vida das pessoas e das futuras gerações, mas seria positivo reforçar esta dinâmica com o reconhecimento externo.
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