OPINIÃO

Lisboa na linha da frente da sustentabilidade internacional

04 | 07 | 2018   23.17H
Duarte Cordeiro (Vice-Presidente da Câmara de Lisboa)
Recentemente houve uma discussão muito estimulante nos órgãos do município de Lisboa a propósito da substituição de parte da frota de veículos pesados de remoção de resíduos, com uma média de 14 anos de utilização e que actualmente se apresenta gasta e ineficiente. A proposta passou pela aquisição de 30 novas viaturas pesadas a diesel e a discussão centrou-se na razão que levou o município a não procurar soluções de viaturas de remoção elétricas. A resposta a esta (pertinente) questão reside na necessidade de substituir no imediato estas viaturas e da tecnologia existente ainda não garantir a suficiente oferta e maturidade na produção de viaturas pesadas de remoção elétricas que nos permitam, com segurança, realizar esta mudança. Mas esta decisão não significa que estamos de braços cruzados – a prova disso é que amanhã teremos a receção oficial de dez novos camiões ligeiros elétricos. Lisboa, a par com Amsterdão, Berlim, Londres, Nova Iorque e Tóquio, será uma das primeiras cidades mundiais a receber estas viaturas, produzidas de série pela Daimler/Mitsubishi, em território nacional e para todo o mundo. Estas viaturas foram financiadas pela taxa turística de Lisboa e serão entregues às freguesias da cidade com maior pressão turística, para apoio às atividades de limpeza e higiene urbana. Colocar Lisboa na linha da frente da sustentabilidade internacional é um sinal determinante para o sector da logística nacional, que é responsável por grande parte das viagens e das entregas na cidade de Lisboa e que são feitas por camiões ligeiros, como os que agora foram adquiridos. Lisboa terá, a breve prazo, toda a sua frota de ligeiros de passageiros elétrica e híbrida e começa agora a mudança nos camiões ligeiros.
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