OPINIÃO

Miradouro de Santa Catarina

19 | 09 | 2018   22.32H
Duarte Cordeiro (Vice-Presidente da Câmara de Lisboa)
Há anos que temos conhecimento de queixas de moradores e comerciantes da zona do miradouro de Santa Catarina, entre elas a droga, a insegurança (até contra polícias e trabalhadores de higiene urbana) e a acelerada degradação do espaço. É consensual que o ambiente está pesado e perigoso, afastando muitas pessoas do miradouro. No final de julho, anunciei que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) estaria a preparar uma intervenção no miradouro que permitisse a requalificação do espaço, a melhoria da iluminação e o reforço das responsabilidades de quem tem a concessão comercial do quiosque, que atualmente se limita a apanhar o lixo do consumo ali praticado. Acrescentei, ainda, que estaríamos a equacionar a colocação de uma vedação que permitisse estabelecer um horário para o miradouro, reduzindo os conflitos com quem ali vive e assegurando a garantia das condições necessárias à sua correta manutenção. A discussão sobre o tema tem, em alguns casos, sido feita sobre pressupostos falsos, mostrando oposição à privatização do miradouro e à cedência do quiosque a um novo hotel de luxo que ali abriu. Mas importa esclarecer o seguinte: em momento algum a CML defendeu que o espaço não fosse público, ou que a concessão fosse entregue a um hotel. A vedação e o horário não privatizam o espaço e o miradouro Botto Machado ou o Monte Agudo, nestas circunstâncias, são bons exemplos na cidade de Lisboa. Na semana passada foram aprovadas recomendações para que a CML avance para um processo de auscultação pública e faremos isso com gosto, até porque sempre quisemos partilhar o projeto. Essa auscultação convocará todos a participarem nas soluções que nos permita preparar o espaço para que todos, mesmo todos, o possam usufruir, num clima de tranquilidade.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE