COLUNA VERTICAL

A resistência ao futuro

25 | 09 | 2018   14.30H
José Luís Seixas

Esta interminável luta dos táxis contra as plataformas parece não ter fim. Os seus dirigentes sabem bem que é uma luta inglória. Que não só não terá sucesso como está a incrementar as adesões ao objecto do seu protesto e da sua ira. Esta disputa não é nova. Basicamente é entre a modernidade e o retrocesso. Entre quem se acomodou e relaxou, vendo os carros envelhecerem, os motoristas sem qualquer cuidado na apresentação e na educação expelindo a sua agressividade sem freio, criando verdadeiros grupos com coutadas protegidas como o conhecido caso do aeroporto. Isto já existiu em tantas e tantas áreas de actividade que as associações de taxistas, dominadas por grandes industriais do sector, deveriam ter-se precavido e preparado para responder elevando os patamares de qualidade e de conforto. Talvez assim assegurassem a concorrência. Confesso que entre uma simples aplicação que me indica em quanto tempo o carro estará à minha porta, conduzido por alguém simpático, num veiculo novo, com ar condicionado e andar na rua à espera de um táxi com muitos anos, estofos de higiene duvidosa e com o motorista rezingão que abre a janela quando lhe pergunto se tem ar condicionado, prefiro o primeiro. Que ainda por cima me anuncia o percurso e o tempo da viagem, evitando expedientes que todos, principalmente os forasteiros, bem conhecem…

O autor escreve segundo a antiga ortografia.

© Destak
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