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OPINIÃO

Em defesa de Luka Modric

26 | 09 | 2018   22.32H
Lídia Paralta | destak@destak.pt

De repente, parece que Cristiano Ronaldo não ser considerado o melhor jogador do ano é assunto de Estado. Toda a gente critica, toda a gente se indigna, toda a gente acha um ultraje, como se Cristiano fosse não um jogador no universo mas sim o único jogador do universo. Pois, ele nem sequer é o único jogador em campo, vejam lá bem. Cristiano é um craque, é seguramente a maior máquina de futebol que vi jogar e tudo o que tenho é o maior respeito pela forma como anos após ano continua a manter números impressionantes.

Mas vamos lá ver uma coisa: Cristiano consegue resolver sozinho, é verdade, mas a grande maioria das vezes precisa de alguém, de uma equipa atrás dele. E nestes últimos anos, quem esteve atrás dele foi um rapaz franzino chamado Luka Modric. O homem que tratou que a bola chegasse tantas vezes em condições ao último terço do terreno. Que permitiu que ela viajasse de uma ponta a outra do campo na maior segurança, com a simplicidade que só os génios conseguem colocar no jogo.

A importância de Modric não se vê nas estatísticas, não se vê nos números, vê-se na forma como ele, sendo genial no seu pedaço de campo, consegue tornar os outros mais geniais lá à frente. Pode não ser uma estrela, mas foi, sem sombra de dúvidas, um dos jogadores mais influentes do ano e provavelmente aquele que manteve uma maior constância durante toda a temporada. E por isso, o prémio é merecido, porque o futebol também deve premiar jogadores como Modric, tão ou mais essenciais que aqueles que enchem as estatísticas.

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