OPINIÃO

É o futebol que temos

10 | 10 | 2018   22.26H
Lídia Paralta | destak@destak.pt

É o que me apetece dizer a cada apito final de cada jogo entre os três grandes do nosso campeonato. É o futebol que temos. Os jogos entre Sporting, Benfica e FC Porto deveriam ser a creme de la creme do nosso futebol. Eles são os melhores, portanto deviam dar-nos os melhores jogos, o melhor futebol, o melhor espectáculo. Nada mais errado. Numa altura em que tantas equipa ditas mais pequenas começam a mostrar “boas propostas de futebol”, como os treinadores gostam de dizer, os grandes, quando colocados frente a frente com um adversário de valia semelhante, preferem o contrário. Preferem fechar-se, resguardar-se, não sofrer antes de tentar marcar.

Basta olhar para os resultados dos últimos clássicos ou dérbis. A última vez que o Benfica-FC Porto teve três ou mais golos foi há mais de dois anos. Nos derradeiros seis encontros entre os encarnados e o Sporting houve três 1-1 e um 0-0.

Mas isso nem quer dizer muito: há nulos que são grandes jogos de futebol. Só que isso não é coisa que se possa dizer dos últimos jogos entre os grandes, principalmente no campeonato - as Taças, como sabemos, são outra coisa, na medida em que é preciso haver um vencedor. Bem sei que os campeonatos também se ganham com matreirice e pragmatismo, mas custa ver um jogo como o Benfica-FC Porto da última jornada. Um jogo sem ideias, com oportunidades pífias, com demasiada bola no ar, muitos receios e pouca coragem. Mas é o futebol que temos, não é?

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