HORA BOLAS

Glória às glórias

28 | 10 | 2018   16.09H
João Malheiro

Já dirigi o meu clamor ao António Simões. Depois das suas recentes declarações e das indignidades que uma incompetente e desvairada estrutura de comunicação do Benfica e alguns inocentes úteis sobre ele teceram, os meus últimos dias revelaram-se um badanal. É que o telefone não parou de tocar, tantos são os benfiquistas, sabedores da minha proximidade a Simões, solidários com ele e não menos indignados com o tratamento dado a essa perene figura do clube.

Mas é só o Benfica a pecar nesta matéria? Não, de todo. Ana Rita, que bem conheço, filha do grande Vítor Damas, com quem consabidamente mantive uma substantiva ligação de amizade, publicou no seu Facebook um texto muito crítico que terá passado despercebido, sobretudo a jornalistas e comentadores. O Manuel, neto de Damas, sócio do grémio leonino, aniversariou no pretérito dia 10. Recebeu um email do Sporting, a dar parabéns ao miúdo, recordando que no mês de outubro também três ilustres sportinguistas faziam anos: Aurélio Pereira, Sá Pinto e o guarda-redes Nelson. Acontece que Vítor Damas nasceu a 8 de outubro e foi, vergonhosamente, ignorado. Trata-se, sem dúvida, de uma ofensa, para mais recebida pelo garoto, a uma das maiores legendas do clube de Alvalade.

E, já agora, depois do exílio prolongado do bibota de ouro Fernando Gomes no FC Porto, felizmente reabilitado há algum tempo, alguém explica, no reino do Dragão, o ostracismo a que tem sido votado Vítor Baía? Não se trata do mais fantástico guardião que alguma vez defendeu as cores do grande clube nortenho?

Claro que quero continuar a receber muitos telefonemas de apoio a Simões, claro que continuarei a telefonar à filha de Vítor Damas, claro que já disse a Vítor Baía o que pensava. Tudo porque, amando o futebol, exijo que as glórias sejam respeitadas.

© Destak
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