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OPINIÃO

Primeiro orçamento no verde

30 | 10 | 2018   17.29H
Eduardo Vítor Rodrigues (Presidente da Câmara de V. N. Gaia)
O atual ciclo de gestão municipal assumiu o compromisso de dotar o concelho de pilares de desenvolvimento sustentável, reforçando uma política de investimento inteligente. Assumimos, paralelamente, a constante preocupação com o rigor e com a transparência na gestão, elementos essenciais da atuação política. Assim, foi com muito orgulho que vi, na segunda-feira, o orçamento de Gaia para 2019 ser aprovado por maioria, com uma verba que ronda os 178 milhões de euros, mais 10 milhões face ao orçamento de 2018. Depois de alguns anos com algumas limitações, este é o primeiro orçamento no verde, o que nos permite ter uma renovada ambição. Acredito que o próximo ano será certamente o melhor ano de execução orçamental dos últimos tempos, graças aos fundos comunitários, a recursos que estavam ao serviço da dívida e foram libertados e ao fim do pagamento de juros e comparticipações em empresas municipais. É um orçamento com maior qualidade no que diz respeito ao investimento e com mais justiça social, com devolução de impostos, destacando a diminuição do IMI, que passa de 0,44 para 0,43. Muitos pensarão que é uma pequena redução mas, passo a passo, vamos procurando fazer a diferença no quotidiano dos gaienses. Aproveitando o valor que, em média, nos últimos quatro anos a Câmara Municipal pagou de juros de mora, vamos criar, ainda, a “rubrica do futuro”, com uma verba de 1,5 milhões de euros, destinada ao investimento em áreas consideradas cruciais. As prioridades serão discutidas com os vários parceiros concelhios, mas está em estudo aplicá-la, no ano de arranque, na área da deficiência. É possível, desejável e imperioso que o investimento seja legitimado por critérios de rigor e sustentabilidade, ao mesmo tempo que ousamos fazer mais e melhor em nome do futuro.
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