HORA BOLAS

Jesus com ou sem cruz?

11 | 11 | 2018   23.31H
João Malheiro

Vieira proclamou o fim da paródia. Dirigiu-se aos rivais e seus apêndices, responsáveis pela maior campanha de sempre contra o Benfica, na altura tetracampeão e hegemónico no edifício competitivo (formação incluída) do futebol nacional. Os benfiquistas terão gostado, esfalfados, até agoniados, pelo contínuo enxovalho do gigante clube da Luz na praça pública.

Só que Vieira menospreza a paródia interna. Sobretudo nas áreas da comunicação e dos serviços jurídicos a desorientação e a incompetência jorram assustadoramente. O próprio Vieira mais parece refém de uns quantos, cujos comportamentos ou declarações se afiguram abaixantes e envergonham a história centenária da maior instituição desportiva lusitana.

Que dizer da tão propalada rábula Jorge Jesus? Numa entrevista recente, Vieira não excluiu o polémico treinador, até ao invés, do horizonte benfiquista. Poucos dias volvidos, a comunicação social avança esse não-adrego de Jesus suceder a Vitória. Acresce que Vieira reiterou a confiança no actual técnico, ainda que contra a opinião da maioria do universo vermelho.

Em que ficamos? Nesta altura, inclusive com laivos de crueldade, Vitória é contestado de forma intimidante. Como classificar a mudez absoluta da comunicação do Benfica sobre o interesse por Jesus? Ou a intenção é contribuir para a fragilização de Vitória, com o propósito de que se demita, de resto à semelhança da divulgação daquele famigerado telefonema de um agente a Vieira, cuja queixa, por propagação indevida, não foi apresentada?

Podem equacionar-se vários cenários, a paródia continua. Há atmosfera pesada no Benfica. O clube e os seus genuínos apaniguados, tantos são, não merecem. Mas, com remates, remoques e recensões na baliza errada, o futuro próximo não trás nem pode trazer bons augúrios.

© Destak
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