OPINIÃO

Os melhores anos da Carris ainda estão para vir

14 | 11 | 2018   22.42H
Duarte Cordeiro (Vice-Presidente da Câmara de Lisboa)
A Carris não é apenas mais uma empresa de transportes. Tem uma enorme importância afetiva em Lisboa, em particular para alguém, como eu, cujo avô trabalhou na empresa. Essa importância está enraizada na sua história, e também na implementação da Carris na cidade, de que é exemplo a oficina em Alcântara. É a empresa dos elétricos, mas também a que liga todos os territórios. Não espantou, por isso, o apoio sentido quando foi tomada a decisão de municipalizar a Carris, tornando-a parte do universo da Câmara Municipal de Lisboa. A direita foi contra a decisão e augurou o pior para uma Carris pública e municipal. Quando hoje olhamos para trás, vemos os resultados e não podíamos estar mais orgulhosos da opção tomada. A Carris fechou o ano de 2017 com resultados positivos de quase 5 milhões de euros; teve um aumento líquido da procura de 1,4 milhões passageiros e um aumento da oferta em 2,5%. Mas, se olharmos para o futuro, estamos convictos que os melhores anos da Carris ainda estão para vir - a redução do preço do passe intermodal para a área metropolitana e para a cidade de Lisboa traduz-se num crescimento previsto da procura de 3,7%, mais 4,6 milhões de passageiros e um incremento na oferta de 6,6%. Para estes resultados muito contribuirão a aquisição de 250 novos autocarros e a contratação de mais de 200 colaboradores, num investimento de 54 milhões de euros, que permitirá melhorar a fiabilidade e a oferta, em especial nas redes de bairro. Hoje a Carris olha para o futuro com confiança, pensa na expansão da rede de elétricos, na redução de autocarros movidos a combustíveis fósseis, no aumento da velocidade de circulação e em corredores de alta velocidade. Tornou-se o maior instrumento de mobilidade sustentável do município.
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