OPINIÃO

Sinais que exigem respostas rápidas

20 | 11 | 2018   19.04H
Eduardo Vítor Rodrigues (Presidente da Câmara de V. N. Gaia)

Assuntos há que, pela sua importância e urgência, devem ser falados repetidamente, não com o intuito de deles se fazer uma despropositada batalha política, ou um jogo de vitimização ou culpabilização, mas sim pela necessidade de que a eles se responda rápida e seriamente.

O planeta tem-nos dado consecutivos sinais de que está a transformar-se, de que temos cada vez mais de saber respeitá-lo e protegê-lo. As catástrofes sucedem-se, e nós, portugueses, já as vivemos na pele nos incêndios de 2017. Este ano, vimos cenário semelhante na Grécia e estamos a assistir a imagens dramáticas da Califórnia, com milhares de casas destruídas e demasiadas perdas humanas. Sucederam-se os furacões no Atlântico, com consequências também para Portugal, e deu-se a raridade de alguns deles acontecerem ao mesmo tempo de tufões no Pacífico. O mar continua a ganhar terreno, e as pessoas continuam de telemóvel em punho a desafiar o perigo para registarem tudo, ou a vociferar contra quem decide que é, de facto, preciso recuar.

Foi o que aconteceu quando foi tornado público o Plano de Ordenamento da Orla Costeira, um documento que visa essencialmente o planeamento da frente marítima e aposta na prevenção. O POOC pretende, em primeiro lugar, salvaguardar novas construções ilegais, e assim impedir atrocidades como aquelas que foram feitas durante décadas e que temos agora de solucionar. A palavra “demolição” logo saltou para as primeiras páginas e as reclamações não se fizeram esperar. Há inúmeras construções por todo o país em zonas de grande proximidade à praia, e nos casos de maior perigosidade as demolições serão necessárias para evitar catástrofes. O POOC está em discussão pública e deve ser debatido caso a caso para que possamos preservar a nossa orla costeira e as pessoas que lá vivem.

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