OPINIÃO

O paradigma Keizer

05 | 12 | 2018   20.13H
Lídia Paralta | destak@destak.pt

Aqui há coisa de duas semanas escrevi neste mesmo local um texto ligeiramente catastrofista sobre a contratação de Marcel Keizer pelo Sporting. E serve este texto para fazer uma espécie de mea culpa: em três jogos à frente da equipa de Alvalade, o Sporting parece, de facto, outra equipa. Para melhor, muito melhor.

É claro que estamos ainda numa fase muito pouco adiantada para traçar já sentenças, mas há pelo menos uma coisa que ninguém poderá negar: Keizer tem uma ideia de jogo, pormenor que não era exatamente líquido no início da época, com Peseiro e, não tão menos importante, o Sporting tem jogadores com qualidade para colocar as ideias do treinador em campo.

O Sporting, por estes dias, é uma equipa que sabe trocar a bola, com rapidez, dinâmica, que está à vontade com a ocupação de espaços, com um futebol fluído, ao primeiro toque, ao qual faltará apenas um pouquinho mais de intensidade. E isso foi imediatamente notório, logo no jogo com o Lusitano de Vildemoinhos e para o campeonato, num sempre difícil embate frente ao Rio Ave, uma das boas equipas da nossa liga.

Keizer ainda tem desafios e um deles será particularmente complicado para um treinador com uma veia tão ofensiva: nos três jogos em que esteve no banco do Sporting, os leões mostraram algumas debilidades no processo defensivo, o que nesta fase poderá ser considerado ainda normal, na medida em que os jogadores ainda estão a assimilar uma ideia de jogo em que a defesa joga tão subida. Há tempo para trabalhar, mas frente a uma equipa mais inteligente a atacar o Sporting vai necessariamente arriscar.

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