HORA BOLAS

Bola no palco

09 | 12 | 2018   21.23H
João Malheiro

Futebol, sempre futebol. Uma paixão só o é, porque nos suscita atenção, afeição, devoção. Ainda que nem sempre nos mime. Ainda que também nos intime, desanime, vitime. Ronaldo perdeu a Bola de Ouro? Os mandantes da redonda estão apodridos, tolhidos, desauridos.

Para os apaixonados, mesmo assim, o espectáculo prossegue. Um conselho: ver na TV o Manchester City, o Liverpool ou o Chelsea prejudica a saúde e não é nada didático. Isso se, de seguida, o cartaz for um dos muitos jogos nacionais com bola frouxa, cadeiras vazias e intérpretes passáveis. Valha-nos, nesta atualidade, a cultura de vitória do Benfica (ainda que gazetada), do Sporting (ainda que vadiada), do FC Porto (mais laborada) ou do Sporting de Braga (mais esforçada). E alguns arrojos, muito parcos, de outros emblemas menos cotados.

Longe das telas ou dos recintos, numa só semana, o privilégio de participar em duas homenagens a gente ilustre do futebol. No Seixal, entre outros, com o António Victorino d’Almeida, o Joaquim Letria e o Jacinto Lucas Pires, ao António Simões, natural daquele concelho a sul do Tejo. Não tarda, foi anunciado no evento, vai ter uma rua com o seu nome, distinção aplaudível, para mais numa altura em que Seixal é sinónimo de futuro cintilante para o Benfica.

Dias volvidos, em Alcobaça, ao Cavém e ao Vítor Martins. Do bicampeão europeu, guardo uma fotografia, decerto a última, numa cerimónia pública, no lançamento de um livro meu. Do Vítor Martins, amigo fiel, não preciso de guardar coisa alguma, antes faço guarda a um extraordinário praticante, fantástico ser humano, vítima precoce daquela horrenda desdita, contava apenas 27 anos. No socorro das memórias galantes, recordo muitas das nossas habituais tertúlias, com o Capitão Mário Wilson a dirigir-se ao Vítor por Bom de Bola.

© Destak
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