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HORA BOLAS

SOS Mourinho

06 | 01 | 2019   23.50H
João Malheiro

Luís Filipe Vieira tem a mais baixa cota de popularidade desde que assumiu, há mais de uma quinzena de anos, a presidência do Benfica. Os últimos meses têm sido calamitosos, quase suicidários. Multiplicam-se os problemas, os dilemas, as acritudes.

O Benfica de Vieira, depois de um sensacional e justo tetracampeonato, inverteu a tendência, passou a cultivar um deslumbramento exacerbado, passou a empilhar dossiês mal geridos, passou a ignorar mandamentos decisivos para prosseguir a cruzada triunfante. Desde há tempos, a mentira, o despautério e a incompetência conduzem o maior clube nacional para a fragilidade competitiva e para uma imagem indigna do seu historial centenário.

Vieira está desnorteado e parece, a par de alguns assalariados que pululam pelo universo que dirige, o último a entender a velocidade com que o Benfica, esta temporada, caminha para o mais dramático insucesso. Depois de uma péssima conduta na reaproximação a Jorge Jesus, depois das negativas de alguns treinadores que poderiam alijar o sofrimento dos adeptos vermelhos, aposta todas as fichas em José Mourinho. Para salvar o Benfica? Verdade. Mas mais, muito mais, para salvar o próprio Vieira.

O melhor treinador português, também aquele que goza de massuda reputação internacional, transformou-se na vertigem, na oura, na cenofobia de Vieira. Se rubricar compromisso com o Benfica, nesta conjuntura, vale quase o campeonato que estará hipotecado. Se não quiser enveredar por essa passada, José Mourinho acentua o achaque, o desespero do líder benfiquista. Alguém me disse, com vasta credibilidade, ainda ontem, que o ex-técnico do Machester United já não é o melhor treinador do mundo. Não sei, não tenho por adquirido. Mas já tenho por absolutamente adquirido que, para Vieira, é a melhor solução do mundo.

© Destak
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