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OPINIÃO

Tornar o ensino superior mais atrativo

08 | 01 | 2019   18.47H
Eduardo Vítor Rodrigues (Presidente da Câmara de V. N. Gaia)

Sou um professor universitário que tem vindo agora a dedicar-se por inteiro à política. Tenho, por isso, uma visão de proximidade e de responsabilidade nesta matéria. Há algum tempo que sabíamos que o país precisava de mais alunos a frequentar as universidades. Agora, um relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) vem precisamente confirmar que mais de metade dos jovens com 20 anos não está a frequentar um curso superior. O que acontece a estes jovens quando saem das escolas secundárias? O mesmo relatório afere que a percentagem de alunos que entra para o ensino superior em Portugal é bem mais baixa quando comparada com os outros países da Europa. No entanto, a economia do país carece de mais licenciados.

Os incentivos para o ingresso no ensino superior que já temos são suficientes ou precisamos, pelo contrário, de encontrar novas estratégias sociopolíticas? Creio que a resposta a essa questão é um “claro que sim”. O próprio Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, mostrou-se recentemente favorável à extinção das propinas, que ainda podem constituir um entrave a muitas famílias na decisão de colocar os seus filhos a estudar na universidade.

Apercebo-me, também, de que a falta de diversidade na oferta de cursos superiores no nosso país pode igualmente ser determinante. Acredito, como tal, que ainda nos falta uma necessária reconfiguração da nossa educação superior para que se torne atrativa para os jovens que terminam o 12º ano de escolaridade. Acredito que os nossos jovens estão, efetivamente, preparados para investirem pessoalmente num percurso de maior educação e conhecimento. Ambos, educação e conhecimento, são mais-valias essenciais para o nosso futuro coletivo. Creio, ainda, que a nossa tutela, desde o Governo, pelo seu Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, ao Presidente da República, está apostada em prosseguir este caminho como uma clara perspetiva de regime, de acordo com o que se pensa ser melhor para o bem comum, imune a partidarismos e eleitoralismos.

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