OPINIÃO

Espaço público para todos

13 | 02 | 2019   17.08H
Duarte Cordeiro (Vice-Presidente da Câmara de Lisboa)

Foi apresentado o projeto da nova Praça de Espanha. A mudança é evidente, com a transformação do espaço num enorme parque verde urbano, que substituirá a estrada e os carros, onde também se incluiu uma ponte pedonal, melhores vias cicláveis e ligação ao transporte público. Terá ainda um riacho que permitirá mais consciencialização do papel da água no contexto urbano e em respeito pela natureza e os seus ciclos naturais. Será um espaço para todos com equipamentos de usufruto para crianças e mais velhos.

Este projeto é verdadeiramente simbólico do que tem sido as prioridades da cidade, do ponto de vista do espaço público e do ambiente, onde ganha destaque o facto de em 2020 sermos Capital Europeia Verde. Não só estamos a falar da alteração da circulação rodoviária por um enorme parque verde, como também se procura que seja um espaço que integre os vários elementos naturais. Este projeto vem na sequência de muitos outros, em particular o Programa Praça em cada Bairro e os novos Parques Verdes, onde se pretendeu criar novos espaços públicos para todas as pessoas em vários pontos da cidade. O compromisso do município de Lisboa com o espaço público e com o reforço da estrutura verde é total e por isso não se percebe o ângulo de algumas discussões que existem onde nos acusam de privatizar o espaço público. Seja na Praça de Espanha seja no Adamastor, seja no Martim Moniz, será sempre feita a defesa de mais espaço público. Essa posição não é incompatível com a co-habitação de mais ou melhor espaço público com estruturas comerciais existentes, como quiosques ou contentores, nem com a necessidade de impor horários em algumas zonas da cidade. O espaço tem de ser de todos e para todos, mas não é todo igual. Consoante o lugar poderemos fazer da heterogeneidade uma força e não uma fraqueza, nunca perdendo de vista que mais espaço público é mais espaço para se viver.

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