OPINIÃO

Somos um país de inventores?

12 | 03 | 2019   22.17H
Eduardo Vítor Rodrigues (Presidente da Câmara de V. N. Gaia)

Uma notícia muito recente publicada pelo jornal Expresso anuncia um gigantesco crescimento do pedido de patentes em Portugal em 2018 – um total de 220, representando um aumento de 47%. Esclareça-se que “uma patente é um direito exclusivo que se obtém sobre invenções (…); é um contrato entre o Estado e quem faz o pedido. Dá ao titular o direito exclusivo de produzir e comercializar uma invenção, tendo como contrapartida a sua divulgação pública”, segundo pode ler-se no sítio do Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

A referida notícia acrescenta que este foi um crescimento recorde e um dos mais acentuados entre os Estados-membros, o que significa que estamos de parabéns pela nossa capacidade de inovação e de resolução de problemas técnicos que podem reconfigurar o futuro da humanidade. Outro dado revelado é que a maior parte dessas invenções são provenientes do Norte do país e lideradas pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC) do Porto, o que significa que a nossa capacidade de investigação científica está em alta.

Como sabem, a investigação científica desempenha atualmente um papel fundamental na criação de riqueza e bem-estar para as populações, e é por isso mesmo que hoje destaco este tema. Estamos perante um indicador muito positivo, e lamento que a comunicação social não lhe atribua o protagonismo merecido, preferindo ressaltar a importância das notícias negativas. Este crescimento recorde de pedidos de patentes de invenções é muito relevante para a afirmação da competitividade do nosso país no cenário internacional. Devemos dar importância àquilo que realmente a tem e que, inegavelmente, valoriza a nossa capacidade de inovação, criação e resolução de problemas.

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